Não grite
Sou capaz de entender
escutar
até mesmo no silêncio
Por que as pessoas têm vontade de ferir as outras?
Eu não sinto isso
ou pelo menos desejo não sentir
Me querer por perto é um desafio
Porque é difícil me agradar
nos oitenta e dois porcento que exijo
Chega uma hora que perde a graça
E se sou eu que falo
é verdade
Pois tento ir fundo em alguém
a fim de descobrir suas coisas boas
Todos têm
Eu as acho
mas quase sempre me decepciono
Sempre
Enjoa, desentoa
Quero algo diferente
É pedir demais?
Actress, 30/08/2008
---------------------------------------------------
Hoje não tem vídeo
Sem humor pra isso.
sábado, 30 de agosto de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Aurora da vida
14:46. Um calor descomunal! Tudo bem. O inverno está acabando, mas está muito quente hoje! E eu com uma blusinha 3/4. Fina, mas não é como uma regata...
Entro no ônibus. Praticamente vazio. De repente, um senhor senta perto do meu banco. Como sempre, eu estou lendo: um pequeno caderno de exercícios do ENEM.
O senhor fala comigo:
- Papel reciclável né? (Aponta para a apostila)
Eu, tímida como sou; educada como sempre, respondo:
- Ah, sim!
No espaço de tempo que me virei para falar com ele, mirei-o. Observei que ele tinha os cabelos bem branquinhos, lisos. Usava uma boina num tom de cinza e o casaco e a calça em tons de marrom. Usava, também, óculos grandes e engraçados, aqueles que escurecem de acordo com a luminosidade, porém, de grau.
Voltei minha cabeça para o caderno. Mas não lia nada. Apenas processava a imagem bondosa que acabara de ver. Lembrei meu avõ materno. Era negro...Lembrei meu avô paterno, o qual nunca conheci, apenas por fotos... Bateu uma saudade de momentos que nunca vivi: a netinha no colo do vovô, que depois do papai, seria o homem mais importante do mundo!
O pai do pai faleceu 30 anos antes de eu nascer. O pai da mãe conviveu pouco conosco, porque já tinha os netos de sua segunda mulher... E faleceu há 6 anos. É estranho recordar coisas pelas quais não passamos...Dejà vu...Talvez. Ou influência de comerciais tipo margarina.
Quando consegui concentrar-me novamente na leitura, o velhinho comenta:
- Já vi guardanapo de papel reciclável. Tão ruim de usar! Não há melhor do que este (com a mão, faz o movimento de limpar a boca). Esse guardanapo é nosso!
- Pois é!
- É um costume que a gente pega desde criança. Ah! Dá pra usar a manga também (repete o gesto, usando a manga do casaco)
- (Risada envergonhada)
- Já que é a mãe que lava mesmo, né?!
- Isso é verdade...
"Grrrr. Tem vezes que me odeio! Não conseguia dizer nenhuma frase com mais de três palavras. Nessas horas me sinto um bichinho do mato! E eu faço teatro...Não é possível que eu não consiga desenvolver um diálogo...As pessoas devem me achar tonguinha, bobinha, sei lá."
Foi isso que pensei, naquela hora, depois que ouvi o eco da última palavra da conversa: verdade...verdade...erdade...rdade....dade...ade...e...e...
Vergonhoso! Falei pra mim mesma: se o vô puxar papo de novo, responderei como gente! Depois de alguns segundos...
- Você consegue ler assim, no ônibus, com barulho de buzina, carros, pessoas conversando?
- Sim! Eu já estou acostumada. Faço isso direto. Nada me atrapalha mais!
(Aê!!)
- Pois é. eu não consigo, não. Preciso de silêncio e tranquilidade pra ler. Mas o que é que você estuda, aí?
-São questões do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio. - (Ele se aproxima pra me ouvir melhor). Eu vou fazer, é domingo, agora.
- Olha só! Que legal...Boa sorte pra você viu?
- Obrigada! Tirando alguns dias que eu estou com sono, aproveito para ler no ônibus.
- É. Quando bate o sono, fica difícil mesmo. Eu tenho sono quando vejo TV. O programa tem que ser muito bom pra eu não dormir. Ah...Mas vou ter que descer no próximo ponto...Desejo boa sorte na prova, de novo. To torcendo por você, viu?
- Muito obrigada. Boa tarde pro senhor.
E sinto, mais uma vez, que perco um avô!
Apesar disso, guardo o "boa sorte". Usarei ele nos momentos que eu me sentir desanimada, pois saberei que há alguém torcendo por mim. Por mais que esse alguém nem se lembre mais de mim.
Incrível como alguém que vemos uma vez só pode fazer tamanha diferença no nosso dia. Na nossa semana. Na nossa vida, quem sabe?
Desço do ônibus. E retomo a caminhada ruma à minha vida de estudante.
Ah, caloooor...
===============================================
http://www.youtube.com/watch?v=YnbBVWDtYm0
Entro no ônibus. Praticamente vazio. De repente, um senhor senta perto do meu banco. Como sempre, eu estou lendo: um pequeno caderno de exercícios do ENEM.
O senhor fala comigo:
- Papel reciclável né? (Aponta para a apostila)
Eu, tímida como sou; educada como sempre, respondo:
- Ah, sim!
No espaço de tempo que me virei para falar com ele, mirei-o. Observei que ele tinha os cabelos bem branquinhos, lisos. Usava uma boina num tom de cinza e o casaco e a calça em tons de marrom. Usava, também, óculos grandes e engraçados, aqueles que escurecem de acordo com a luminosidade, porém, de grau.
Voltei minha cabeça para o caderno. Mas não lia nada. Apenas processava a imagem bondosa que acabara de ver. Lembrei meu avõ materno. Era negro...Lembrei meu avô paterno, o qual nunca conheci, apenas por fotos... Bateu uma saudade de momentos que nunca vivi: a netinha no colo do vovô, que depois do papai, seria o homem mais importante do mundo!
O pai do pai faleceu 30 anos antes de eu nascer. O pai da mãe conviveu pouco conosco, porque já tinha os netos de sua segunda mulher... E faleceu há 6 anos. É estranho recordar coisas pelas quais não passamos...Dejà vu...Talvez. Ou influência de comerciais tipo margarina.
Quando consegui concentrar-me novamente na leitura, o velhinho comenta:
- Já vi guardanapo de papel reciclável. Tão ruim de usar! Não há melhor do que este (com a mão, faz o movimento de limpar a boca). Esse guardanapo é nosso!
- Pois é!
- É um costume que a gente pega desde criança. Ah! Dá pra usar a manga também (repete o gesto, usando a manga do casaco)
- (Risada envergonhada)
- Já que é a mãe que lava mesmo, né?!
- Isso é verdade...
"Grrrr. Tem vezes que me odeio! Não conseguia dizer nenhuma frase com mais de três palavras. Nessas horas me sinto um bichinho do mato! E eu faço teatro...Não é possível que eu não consiga desenvolver um diálogo...As pessoas devem me achar tonguinha, bobinha, sei lá."
Foi isso que pensei, naquela hora, depois que ouvi o eco da última palavra da conversa: verdade...verdade...erdade...rdade....dade...ade...e...e...
Vergonhoso! Falei pra mim mesma: se o vô puxar papo de novo, responderei como gente! Depois de alguns segundos...
- Você consegue ler assim, no ônibus, com barulho de buzina, carros, pessoas conversando?
- Sim! Eu já estou acostumada. Faço isso direto. Nada me atrapalha mais!
(Aê!!)
- Pois é. eu não consigo, não. Preciso de silêncio e tranquilidade pra ler. Mas o que é que você estuda, aí?
-São questões do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio. - (Ele se aproxima pra me ouvir melhor). Eu vou fazer, é domingo, agora.
- Olha só! Que legal...Boa sorte pra você viu?
- Obrigada! Tirando alguns dias que eu estou com sono, aproveito para ler no ônibus.
- É. Quando bate o sono, fica difícil mesmo. Eu tenho sono quando vejo TV. O programa tem que ser muito bom pra eu não dormir. Ah...Mas vou ter que descer no próximo ponto...Desejo boa sorte na prova, de novo. To torcendo por você, viu?
- Muito obrigada. Boa tarde pro senhor.
E sinto, mais uma vez, que perco um avô!
Apesar disso, guardo o "boa sorte". Usarei ele nos momentos que eu me sentir desanimada, pois saberei que há alguém torcendo por mim. Por mais que esse alguém nem se lembre mais de mim.
Incrível como alguém que vemos uma vez só pode fazer tamanha diferença no nosso dia. Na nossa semana. Na nossa vida, quem sabe?
Desço do ônibus. E retomo a caminhada ruma à minha vida de estudante.
Ah, caloooor...
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http://www.youtube.com/watch?v=YnbBVWDtYm0
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Um
Não posso mais dominar isso!
Inacreditável perceber o quanto ela influencia nas minhas atitudes, escolhas. Ela mora nos meus pensamentos. Tanto mora, que a vejo acordar bem cedo, disposta e determinada, a cada dia, a preparar o melhor café da manhã. Criativa e desenvolta. Vejo-a tomando banho. Massageando seus cabelos com um xampu de frutas cítricas. Depois disso, indecisa frente ao guarda-roupa. Afinal, sei que ela gosta de andar bem-vestida, além do fato de, nessa cidade, ocorrerem as quatro estações no mesmo dia. Ela não é fresca! Não, não! Tudo que ela veste fica extremamente natural e simples, porém, bonito.
Logo colocada a vestimenta, ela senta defronte à penteadeira e penteia os longos cabelos. Com uma paciência que...
De repente ela pára! Eu páro junto! Observo-a encarando seu eu, como se aquela figura refletida fosse alguém estranha. O olhar dela perde um pouco o brilho...Entretanto, isso dura pouco. Depois de alguns segundos ela retoma a rotina. Pega as chaves em cima da escrivaninha, a bolsa no sofá, tira da tomada o computador e a televisão e sai de casa, apressada, com medo de perder o ônibus que vem de trinta em trinta minutos.
O que citei é apenas uma parte do dia dela que desenho e dou movimento, aqui, na minha imaginação. Queria poder estar com ela, de verdade. Me faria tão bem.
Já tentei esquecê-la. Em vão. Ah! E tentei esquecê-la com outras, o que é ainda pior, porque dessa maneira consegui, apenas, gravá-la de uma vez por todas na minha mente.
Dia desses foi interessante. Fui até a papelaria. Estava precisando de um papel de presente para embrulhar a boneca que eu daria à minha afilhada, na semana seguinte, quando ela completaria um ano! Era uma sexta à tarde, se não me engano, eu estava de folga, e lá fui...Não achei o papel que queria, em compensação, ganhei um convite:
- Quer ir a uma festa comigo?
Perguntou-me uma ruiva falsa. Eu, abobado, respondi:
- Claro!
Só sei que vi naquela tal festa e na tal ruiva, a chance de tirar da cabeça aquela mulher de cabelos longos.
Dia seguinte. Chego na casa da moça e levo um belo de um susto!
TO BE CONTINUED...
Actress, 26/08/2008
Inacreditável perceber o quanto ela influencia nas minhas atitudes, escolhas. Ela mora nos meus pensamentos. Tanto mora, que a vejo acordar bem cedo, disposta e determinada, a cada dia, a preparar o melhor café da manhã. Criativa e desenvolta. Vejo-a tomando banho. Massageando seus cabelos com um xampu de frutas cítricas. Depois disso, indecisa frente ao guarda-roupa. Afinal, sei que ela gosta de andar bem-vestida, além do fato de, nessa cidade, ocorrerem as quatro estações no mesmo dia. Ela não é fresca! Não, não! Tudo que ela veste fica extremamente natural e simples, porém, bonito.
Logo colocada a vestimenta, ela senta defronte à penteadeira e penteia os longos cabelos. Com uma paciência que...
De repente ela pára! Eu páro junto! Observo-a encarando seu eu, como se aquela figura refletida fosse alguém estranha. O olhar dela perde um pouco o brilho...Entretanto, isso dura pouco. Depois de alguns segundos ela retoma a rotina. Pega as chaves em cima da escrivaninha, a bolsa no sofá, tira da tomada o computador e a televisão e sai de casa, apressada, com medo de perder o ônibus que vem de trinta em trinta minutos.
O que citei é apenas uma parte do dia dela que desenho e dou movimento, aqui, na minha imaginação. Queria poder estar com ela, de verdade. Me faria tão bem.
Já tentei esquecê-la. Em vão. Ah! E tentei esquecê-la com outras, o que é ainda pior, porque dessa maneira consegui, apenas, gravá-la de uma vez por todas na minha mente.
Dia desses foi interessante. Fui até a papelaria. Estava precisando de um papel de presente para embrulhar a boneca que eu daria à minha afilhada, na semana seguinte, quando ela completaria um ano! Era uma sexta à tarde, se não me engano, eu estava de folga, e lá fui...Não achei o papel que queria, em compensação, ganhei um convite:
- Quer ir a uma festa comigo?
Perguntou-me uma ruiva falsa. Eu, abobado, respondi:
- Claro!
Só sei que vi naquela tal festa e na tal ruiva, a chance de tirar da cabeça aquela mulher de cabelos longos.
Dia seguinte. Chego na casa da moça e levo um belo de um susto!
TO BE CONTINUED...
Actress, 26/08/2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Neeeeelsooooon!!!!

http://br.youtube.com/watch?v=WKFCXS5AzSU
Ah, não acredito que foi ontem o dia do nascimento do meu dramaturgo preferido!
NELSON RODRIGUES!
Cara, é óóóbvio que o post de hoje será dele e para ele. [Falo como se ele estivesse vivo e me conhecesse...;(]
Enfim...
Só sei que ele merece!
Ele faria 96 anos! Seria um vovô muito simpático, com certeza.
http://nelsonrodrigues-teatro.blogspot.com/
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
"Apesar desse mundo obsessivo retratado em suas peças, Nelson dizia acreditar no amor eterno. Confessou que seu sonho sempre foi ter um único amor a vida inteira. Talvez esse fosse o seu desejo para a humanidade, que possuísse sentimentos mais nobres, por isso disse que para salvar a platéia precisava encher seu teatro de uma rajada de monstros."
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=21890
"Breve" Biografia:
"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico."

Nelson Rodrigues nasceu na cidade do Recife - PE, em 23 de agosto de 1912, quinto filho dos catorze que o casal Maria Esther Falcão e o jornalista Mário Rodrigues puseram no mundo.
Seu pai, deputado e jornalista do Jornal do Recife, por problemas políticos resolve se mudar para o Rio de Janeiro, onde vem trabalhar como redator parlamentar do jornal Correio da Manhã.
Nelson ia sendo criado dentro do clima da época: as vizinhas gordas na janela, fiscalizando os outros moradores, solteironas ressentidas, viúvas tristes, com as pernas amarradas com gazes por causa das varizes. Naquela época os nascimentos eram assistidos por parteiras de confiança e eram feitos em casa. Os velórios também eram feitos em casa, usava-se escarradeira e o banho era de bacia. Nelson registrava em sua memória esse cenário. Daí sairiam os personagens de sua obra literária.
Com o autor vivendo seu quarto ano de vida, um fato pitoresco: uma vizinha, d. Caridade, invade a sua casa e diz para sua mãe: "Todos os seus filhos podem freqüentar a minha casa, dona Esther. Menos o Nelson." Como ninguém entendesse a razão de tal proibição, ela afirmou: vira Nelson aos beijos com sua filha Odélia, de três anos, com ele sobre ela, numa atitude assim, assim. Tarado! (HAHAHA)
Foi em 1919 que o autor descobriu o Fluminense. Foi o primeiro ano do tricampeonato do tricolor, muito embora nem ele nem seu irmão Mário Filho, posteriormente famoso como jornalista esportivo e que teve seu nome escolhido para ser o nome oficial do estádio do Maracanã, tivessem dinheiro para sair da rua Alegria e se deslocarem até Laranjeiras para ver o seu time jogar.
(...)
Nelson Rodrigues faleceu na manhã do dia 21 de dezembro de 1980, um domingo. No fim da tarde daquele dia ele faria treze pontos na loteria esportiva, num "bolo" com seu irmão Augusto e alguns amigos de "O Globo". Dois meses depois, Elza cumpriu o seu pedido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide, sob a inscrição: "Unidos para além da vida e da morte. É só".
Retirado do Site: http://www.releituras.com/nelsonr_bio.asp (adaptado)
FRASES:
- Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhores que traem. O amor bem-sucedido não interessa a ninguém.
- A mais tola das virtudes é a idade. Que significa ter quinze, dezessete, dezoito ou vinte anos? Há pulhas, há imbecis, há santos, há gênios de todas as idades.
- Outro dia ouvi um pai dizer, radiante: — "Eu vi pílulas anticoncepcionais na bolsa da minha filha de doze anos!". Estava satisfeito, com o olho rútilo. Veja você que paspalhão!
- A ficção para ser purificadora precisa ser atroz. O personagem é vil para que não o sejamos. Ele realiza a miséria inconfessa de todos nós.
- O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros. Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda.
A Dama do Lotação
Nelson Rodrigues
Às dez horas da noite, debaixo de chuva, Carlinhos foi bater na casa do pai. O velho, que andava com a pressão baixa, ruim de saúde como o diabo, tomou um susto:
— Você aqui? A essa hora?
E ele, desabando na poltrona, com profundíssimo suspiro:
— Pois é, meu pai, pois é!
— Como vai Solange? - perguntou o dono da casa. Carlinhos ergueu-se; foi até a janela espiar o jardim pelo vidro. Depois voltou e, sentando-se de novo, larga a bomba:
— Meu pai, desconfio de minha mulher.
Pânico do velho:
— De Solange? Mas você está maluco? Que cretinice é essa?
O filho riu, amargo:
— Antes fosse, meu pai, antes fosse cretinice. Mas o diabo é que andei sabendo de umas coisas... E ela não é a mesma, mudou muito.
Então, o velho, que adorava a nora, que a colocava acima de qualquer dúvida, de qualquer suspeita, teve uma explosão:
— Brigo com você! Rompo! Não te dou nem mais um tostão!
Patético, abrindo os braços aos céus, trovejou:
— Imagine! Duvidar de Solange!
O filho já estava na porta, pronto para sair; disse ainda:
— Se for verdade o que eu desconfio, meu pai, mato minha mulher! Pela luz que me alumia, eu mato, meu pai!
A SUSPEITA
Casados há dois anos, eram felicíssimos. Ambos de ótima família. O pai dele, viúvo e general, em vésperas de aposentadoria, tinha uma dignidade de estátua; na família de Solange havia de tudo: médicos, advogados, banqueiros e, até, ministro de Estado. Dela mesma, se dizia, em toda parte, que era "um amor" ; os mais entusiastas e taxativos afirmavam: "É um doce-de-coco". Sugeria nos gestos e mesmo na figura fina e frágil qualquer coisa de extraterreno. O velho e diabético general poderia pôr a mão no fogo pela nora. Qualquer um faria o mesmo. E todavia... Nessa mesma noite, do aguaceiro, coincidiu de ir jantar com o casal um amigo de infância de ambos, o Assunção. Era desses amigos que entram pela cozinha, que invadem os quartos, numa intimidade absoluta. No meio do jantar, acontece uma pequena fatalidade: cai o guardanapo de Carlinhos. Este curva-se para apanhá-lo e, então, vê, debaixo da mesa, apenas isto: os pés de Solange por cima dos de Assunção ou vice-versa. Carlinhos apanhou o guardanapo e continuou a conversa, a três. Mas já não era o mesmo. Fez a exclamação interior: "Ora essa! Que graça!". A angústia se antecipou ao raciocínio. E ele já sofria antes mesmo de criar a suspeita, de formulá-la. O que vira, afinal, parecia pouco. Todavia, essa mistura de pés, de sapatos, o amargurou como um contato asqueroso. Depois que o amigo saiu, correra à casa do pai para o primeiro desabafo. No dia seguinte, pela manhã, o velho foi procurar o filho:
— Conta o que houve, direitinho!
O filho contou. Então o general fez um escândalo:
— Toma jeito! Tenha vergonha! Tamanho homem com essas bobagens!
Foi um verdadeiro sermão. Para libertar o rapaz da obsessão, o militar condescendeu em fazer confidências:
— Meu filho, esse negócio de ciúme é uma calamidade! Basta dizer o seguinte: eu tive ciúmes de tua mãe! Houve um momento em que eu apostava a minha cabeça que ela me traia! Vê se é possível?!
A CERTEZA
Entretanto, a certeza de Carlinhos já não dependia de fatos objetivos. Instalara-se nele. Vira o quê? Talvez muito pouco; ou seja, uma posse recíproca de pés, debaixo da mesa. Ninguém trai com os pés, evidentemente. Mas de qualquer maneira ele estava "certo". Três dias depois, há o encontro acidental com o Assunção, na cidade. O amigo anuncia, alegremente:
— Ontem viajei no lotação com tua mulher.
Mentiu sem motivo:
— Ela me disse.
Em casa, depois do beijo na face, perguntou:
— Tens visto o Assunção?
E ela, passando verniz nas unhas:
— Nunca mais.
— Nem ontem?
— Nem ontem. E por que ontem?
— Nada,
Carlinhos não disse mais uma palavra; lívido, foi no gabinete, apanhou o revólver e o embolsou. Solange mentira! Viu, no fato, um sintoma a mais de infidelidade. A adúltera precisa até mesmo das mentiras desnecessárias. Voltou para a sala; disse à mulher entrando no gabinete:
— Vem cá um instantinho, Solange.
— Vou já, meu filho.
Berrou:
— Agora!
Solange, espantada, atendeu. Assim que ela entrou, Carlinhos fechou a porta, a chave. E mais: pôs o revólver em cima da mesa. Então, cruzando os braços, diante da mulher atônita, disse-lhe horrores. Mas não elevou a voz, nem fez gestos:
— Não adianta negar! Eu sei de tudo! E ela, encostada à parede, perguntava:
— Sabe de que, criatura? Que negócio é esse? Ora veja!
Gritou-lhe no rosto três vezes a palavra cínica! Mentiu que a fizera seguir por um detetive particular; que todos os seus passos eram espionados religiosamente. Até então não nomeara o amante, como se soubesse tudo, menos a identidade do canalha. Só no fim, apanhando o revolver, completou:
— Vou matar esse cachorro do Assunção! Acabar com a raça dele!
A mulher, até então passiva e apenas espantada, atracou-se com o marido, gritando:
— Não, ele não!
Agarrado pela mulher, quis se desprender, num repelão selvagem. Mas ela o imobilizou, com o grito:
— Ele não foi o único! Há outros!
A DAMA DO LOTAÇÃO
Sem excitação, numa calma intensa, foi contando. Um mês depois do casamento, todas as tardes, saia de casa, apanhava o primeiro lotação que passasse. Sentava-se num banco, ao lado de um cavalheiro. Podia ser velho, moço, feio ou bonito; e uma vez - foi até interessante - coincidiu que seu companheiro fosse um mecânico, de macacão azul, que saltaria pouco adiante. O marido, prostrado na cadeira, a cabeça entre as mãos, fez a pergunta pânica:
— Um mecânico?
Solange, na sua maneira objetiva e casta, confirmou:
— Sim.
Mecânico e desconhecido: duas esquinas depois, já cutucara o rapaz: "Eu desço contigo". O pobre-diabo tivera medo dessa desconhecida linda e granfa. Saltaram juntos: e esta aventura inverossímil foi a primeira, o ponto de partida para muitas outras. No fim de certo tempo, já os motoristas dos lotações a identificavam à distância; e houve um que fingiu um enguiço, para acompanhá-la. Mas esses anônimos, que passavam sem deixar vestígios, amarguravam menos o marido. Ele se enfurecia, na cadeira, com os conhecidos. Além do Assunção, quem mais?
Começou a relação de nomes: fulano, sicrano, beltrano... Carlinhos berrou: "Basta! Chega!". Em voz alta, fez o exagero melancólico:
— A metade do Rio de Janeiro, sim senhor!
O furor extinguira-se nele. Se fosse um único, se fosse apenas o Assunção, mas eram tantos! Afinal, não poderia sair, pela cidade, caçando os amantes. Ela explicou ainda que, todos os dias, quase com hora marcada, precisava escapar de casa, embarcar no primeiro lotação. O marido a olhava, pasmo de a ver linda, intacta, imaculada. Como e possível que certos sentimentos e atos não exalem mau cheiro? Solange agarrou-se a ele, balbuciava: "Não sou culpada! Não tenho culpa!". E, de fato, havia, no mais íntimo de sua alma, uma inocência infinita. Dir-se-ia que era outra que se entregava e não ela mesma. Súbito, o marido passa-lhe a mão pelos quadris: — "Sem calça! Deu agora para andar sem calça, sua égua!". Empurrou-a com um palavrão; passou pela mulher a caminho do quarto; parou, na porta, para dizer:
— Morri para o mundo.
O DEFUNTO
Entrou no quarto, deitou-se na cama, vestido, de paletó, colarinho, gravata, sapatos. Uniu bem os pés; entrelaçou as mãos, na altura do peito; e assim ficou. Pouco depois, a mulher surgiu na porta. Durante alguns momentos esteve imóvel e muda, numa contemplação maravilhada. Acabou murmurando:
— O jantar está na mesa.
Ele, sem se mexer, respondeu:
— Pela ultima vez: morri. Estou morto.
A outra não insistiu. Deixou o quarto, foi dizer à empregada que tirasse a mesa e que não faziam mais as refeições em casa. Em seguida, voltou para o quarto e lá ficou. Apanhou um rosário, sentou-se perto da cama: aceitava a morte do marido como tal; e foi como viúva que rezou. Depois do que ela própria fazia nos lotações, nada mais a espantava. Passou a noite fazendo quarto. No dia seguinte, a mesma cena. E só saiu, à tarde, para sua escapada delirante, de lotação. Regressou horas depois. Retomou o rosário, sentou-se e continuou o velório do marido vivo.
O texto acima, extraído do livro "A vida como ela é...", Companhia das Letras - São Paulo, 1992, pág. 219, é um de seus mais famosos contos, tendo sido tendo sido adaptado para o cinema com grande sucesso.
sábado, 23 de agosto de 2008
Predileção
Desmaiarei no fim do começo insano da existência. Essa, principiará na metade da criação antagônica projetada por uma acção desconhecida. Desatenta, procuro rastros de palavras com as quais possa eu me cobrir e me descobrir. Tudo isso num movimento contínuo, porém, desincronizado e estremado. Potência e força agregam-se para combater, com lisonja, a grafia extensa e elaborada, repleta de significados metafóricos. A união dá-se na elipse das frases. Ou no eclipse dos opostos, orientados pelas cargas independentes.
O nexo é o vínculo
O vínculo é o que não existe nisso
O sentido é dúbio
Pode ser um dos cinco
Ou pode ser a objetividade, dileção.
Eu quero o individual
Dois individuais
1+1
Que essa conta resulte em um
No máximo um e meio
Actress,
23/08/2008
_______________________________________________
http://www.youtube.com/watch?v=MDKBS6EuqfU
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
"Palavras têm fortes significados. Entenda-os!"
Profº. Osvaldo Gallego Campos
Isso é tão verdade que pode mover montanhas! Hahaha. Mais forte que palavras, são palavras junto de atitudes!
Bom...Hoje estou sem inspiração, novamente. Que triste. Há épocas que a preguiça de pensar e escrever vem. Fazer o quê. Entretanto, quis colocar a frase do meu magnífico professor de Química 1 - Orgânica (matéria que odeio), mas que representa uma pessoa e tanto pra mim! Foi professor até dos meus pais...Olha a moral do cara!!!
Enfim...
Ah! Li uma coisa interessante há pouco:
Com os relacionamentos anteriores aprendi:
Que a paixão acaba e que é necessário aprendermos a amar.
Simples e profundo! Não é a maior prova da frase inicial?
Actress.
20/08/2008 (data bonita)
http://www.youtube.com/watch?v=JhpZfltbnAQ
Isso é tão verdade que pode mover montanhas! Hahaha. Mais forte que palavras, são palavras junto de atitudes!
Bom...Hoje estou sem inspiração, novamente. Que triste. Há épocas que a preguiça de pensar e escrever vem. Fazer o quê. Entretanto, quis colocar a frase do meu magnífico professor de Química 1 - Orgânica (matéria que odeio), mas que representa uma pessoa e tanto pra mim! Foi professor até dos meus pais...Olha a moral do cara!!!
Enfim...
Ah! Li uma coisa interessante há pouco:
Com os relacionamentos anteriores aprendi:
Que a paixão acaba e que é necessário aprendermos a amar.
Simples e profundo! Não é a maior prova da frase inicial?
Actress.
20/08/2008 (data bonita)
http://www.youtube.com/watch?v=JhpZfltbnAQ
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Existem coisas que não têm título...
Uau! Realmente cansada hoje, já. E ainda tenho muito o que fazer até as 23 hrs. :S
Força, guria!
___________________________________________
Essas lágrimas fazem meus olhos arderem. Mas elas não cessam. Brotam de lembranças, do presente, do receio pelo futuro. Queria respostas. Alguns dizem: "viva a dúvida". Eu tenho medo de...
As lágrimas são o sangue que verte do coração ferido. Contudo, um sangue incolor e bem menos concentrado. Acho que elas foram feitas assim para que as pessoas pudessem chorar sem manchar ninguém. Nem elas mesmas. Nem o travesseiro. O meu, a essas horas, já estaria todo vermelho.
Sinto falta dele. Não todo dia. Pelo contrário, essa fase já passou. Mas hoje, em especial, me deu aquela saudade. Não do Ciclano em si, mas do que uma vez ele foi pra mim. Era o cara que sentava do meu lado, pegava na minha mão, olhava com aqueles olhos tristes (que ele tem até hoje e que continuam me olhando, mas escondido) entretanto, apaixonados, e me dizia tão sinceramente que acreditei:
-Eu te amo e a gente vai ser feliz, pra sempre!!
Isso era como eu VIA ele. Hoje, vejo como ele É.
Não é pra mim.
Tenho pena dele. Raiva, Mágoa. NOJO!
Só que eu acho que ainda amo a imagem dele. Amo o que achei que ele era. Ou seja: eu sei bem o tipo de pessoa que quero ao meu lado. O problema é ele existir...
- Ai, que dor de cabeça!
Actress, 02:12 AM, 17/08/2008
COMO INDICADO (haha...):
http://www.youtube.com/watch?v=XqEOUQvM_h4
Força, guria!
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Essas lágrimas fazem meus olhos arderem. Mas elas não cessam. Brotam de lembranças, do presente, do receio pelo futuro. Queria respostas. Alguns dizem: "viva a dúvida". Eu tenho medo de...
As lágrimas são o sangue que verte do coração ferido. Contudo, um sangue incolor e bem menos concentrado. Acho que elas foram feitas assim para que as pessoas pudessem chorar sem manchar ninguém. Nem elas mesmas. Nem o travesseiro. O meu, a essas horas, já estaria todo vermelho.
Sinto falta dele. Não todo dia. Pelo contrário, essa fase já passou. Mas hoje, em especial, me deu aquela saudade. Não do Ciclano em si, mas do que uma vez ele foi pra mim. Era o cara que sentava do meu lado, pegava na minha mão, olhava com aqueles olhos tristes (que ele tem até hoje e que continuam me olhando, mas escondido) entretanto, apaixonados, e me dizia tão sinceramente que acreditei:
-Eu te amo e a gente vai ser feliz, pra sempre!!
Isso era como eu VIA ele. Hoje, vejo como ele É.
Não é pra mim.
Tenho pena dele. Raiva, Mágoa. NOJO!
Só que eu acho que ainda amo a imagem dele. Amo o que achei que ele era. Ou seja: eu sei bem o tipo de pessoa que quero ao meu lado. O problema é ele existir...
- Ai, que dor de cabeça!
Actress, 02:12 AM, 17/08/2008
COMO INDICADO (haha...):
http://www.youtube.com/watch?v=XqEOUQvM_h4
domingo, 17 de agosto de 2008
Carta do Dia!
O Eremita
Cultivando a maturidade e a inteireza que brotam da reflexão
O arcano IX, chamado “O Eremita”, emerge como arcano conselheiro para este momento de sua vida, sugerindo um momento em que você precisará agir com o máximo de maturidade e paciência possíveis. Você precisará aprender a respeitar o “tempo certo” neste momento de sua existência e perceberá que será preciso bater mais do que uma vez na mesma porta até que ela se abra. Nem sempre o rio corre mais rápido apenas porque queremos. Três virtudes serão fundamentais neste momento de sua vida: a paciência (para lidar com as diferenças), a prudência (a fim de jamais confiar inteiramente em ninguém) e a persistência (para compreender que, no que diz respeito ao amor, muitas vezes é preciso bater várias vezes numa mesma porta). O momento pede circunspeção, meditação e capacidade de espera. Você poderá mudar muitas coisas que lhe incomodam, se você souber observar o tempo certo, mas precisará também ter humildade para entender que nem tudo é possível. Ao aceitar os limites, evoluímos como pessoas.
Conselho: Momento de cultivar a paciência, tudo tem seu tempo certo.
___________________________________________
É...Corresponde...
http://www.youtube.com/watch?v=HZnvUNVkKfY
Cultivando a maturidade e a inteireza que brotam da reflexão
O arcano IX, chamado “O Eremita”, emerge como arcano conselheiro para este momento de sua vida, sugerindo um momento em que você precisará agir com o máximo de maturidade e paciência possíveis. Você precisará aprender a respeitar o “tempo certo” neste momento de sua existência e perceberá que será preciso bater mais do que uma vez na mesma porta até que ela se abra. Nem sempre o rio corre mais rápido apenas porque queremos. Três virtudes serão fundamentais neste momento de sua vida: a paciência (para lidar com as diferenças), a prudência (a fim de jamais confiar inteiramente em ninguém) e a persistência (para compreender que, no que diz respeito ao amor, muitas vezes é preciso bater várias vezes numa mesma porta). O momento pede circunspeção, meditação e capacidade de espera. Você poderá mudar muitas coisas que lhe incomodam, se você souber observar o tempo certo, mas precisará também ter humildade para entender que nem tudo é possível. Ao aceitar os limites, evoluímos como pessoas.
Conselho: Momento de cultivar a paciência, tudo tem seu tempo certo.
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É...Corresponde...
http://www.youtube.com/watch?v=HZnvUNVkKfY
sábado, 16 de agosto de 2008
Meu poeta!
"A tua voz é doce como o teu beijo
O teu beijo é leve como a tua pele
A tua pele tem o brilho dos teus olhos
Os teus olhos têm o aroma do teu corpo
E o teu corpo tem o tom da tua voz.
Pensar em ti...Isso não faz sentido!"
D.C.S. - 15/08/2008
Ou faz?

Fernando de Noronha.
http://www.youtube.com/watch?v=AuJrEBtmM1Q
O teu beijo é leve como a tua pele
A tua pele tem o brilho dos teus olhos
Os teus olhos têm o aroma do teu corpo
E o teu corpo tem o tom da tua voz.
Pensar em ti...Isso não faz sentido!"
D.C.S. - 15/08/2008
Ou faz?

Fernando de Noronha.
http://www.youtube.com/watch?v=AuJrEBtmM1Q
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
This life is nothing but a song without no rime.
Pele. Poros. Pêlos. Pressa. Paciência.
Pare!
Escute a música...
E eu fecho os olhos, mãos e braços agarrados ao pescoço. O cheiro cítrico. Aromas nunca me escapam. A deficiência está em minha miopia. Leve miopia...
Sinto o enlace, definindo e modelando a posição da dança. "Os dois no ar". O nome de uma música, mas não a que dançamos. E sim como dançamos. Nas nuvens e fora do ritmo. Não importa! Sensações valem mais. Mais do que qualquer coreografia ou formalidade! Mesmo que anestesiados pela situção, houve o funcionamento perfeito dos cincos sentidos. Contraditório.
Em ocasiões como essas as contradições encaixam-se tão bem: subjetivamente.
Mas eu invento, afirmo que é assim. Do meu jeito.
Se quiser, pode ser do nosso.
Mania de criar.
Eu crio uma história, um meio e um fim. Você, o começo. Eu crio o caminho, o transporte. Você, o destino.
Rascunho o amor, rascunho uma paixão.
Você, deixa em branco.
Isso é ruim?
Eu pergunto, você responde:
______________________________________
http://www.youtube.com/watch?v=-Lb557lk060
Actress
15/08/2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Como você pode ( ) perder se nunca ( ) teve?
Cansaço. Cansaço espiritual, eu diria. Quando acumula-se uma série de fadigas: físicas, mentais, rotineiras, CÁRMICAS, sei lá. (Ah, quanto exagero!) Promessas. Ilusões. A dura realidade. A distância, o passado, o futuro, a extrema proximidade. Olhares que se cruzam, encaram-se, mas que não deveriam fazê-lo. Bocas que falam demais e agem de menos. Os Individualistas egocentricamente arrogantes!*** Os Humilhados humildemente...humildes! (?)
Eu vou morrer um dia. Ponto final.
Constantemente me sinto envolta num paradoxo quanto a essa questão. Em um dia, vejo a morte como uma paisagem bonita. O típico dia de praia...Vez ou outra, (o que é mais constante), vejo a morte personificada num personagem cruel. Me lembra a cor preta. Um preto extremamente preto e profundo. Nãããão! Não devo ser a única ser humana que divaga sobre isso. Me parece tão triste ter que morrer...E ao mesmo tempo, tão delicioso...
***Já havia dito que eles sempre têm o que dizer. Por qualquer causa ou motivo. Em qualquer situação.
Actress, 07/08/2008
Eu vou morrer um dia. Ponto final.
Constantemente me sinto envolta num paradoxo quanto a essa questão. Em um dia, vejo a morte como uma paisagem bonita. O típico dia de praia...Vez ou outra, (o que é mais constante), vejo a morte personificada num personagem cruel. Me lembra a cor preta. Um preto extremamente preto e profundo. Nãããão! Não devo ser a única ser humana que divaga sobre isso. Me parece tão triste ter que morrer...E ao mesmo tempo, tão delicioso...
***Já havia dito que eles sempre têm o que dizer. Por qualquer causa ou motivo. Em qualquer situação.
Actress, 07/08/2008
domingo, 10 de agosto de 2008
Clichê. Complexo e sem nexo. Esse é o objetivo!

O que um homem é capaz de fazer por uma mulher?
O que uma mulher é capaz de fazer por um homem?
Existem limites. Até mesmo para a sensualidade. Tão adorável, vem trajando em vermelho. Perfumada. Um aroma de jasmins.
Limites ? !
Boca de hortelã. Olhos verdes. Corrente no pescoço. E por falar em olhos...Eles me olhavam com tanta...sensualidade! Curiosidade. Admiração! Queriam arrancar do meu ser todos os segredos. Anseiavam por mergulhar em minha essência.
Nunca tinha visto!
Hoje, não me sai da cabeça.
Não dói, mas não dá trégua.
Arrogância elegante.
Prepotência original.
FASCINAM-ME
Apesar de eu odiar tudo isso.
09/08/08
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Belo estranho dia
Vida meio sem rumo, vendo no que vai dar. Alguns estresses, medos, algumas tensões e muito sono. É. Agora é impossível para meu metabolismo admitir que eu me deite e durma tranquilamente antes das 23:30. Não sei o porquê disso. Nunca fui assim. Sempre "desmaiava" logo que chegava em casa...
Preguiça de agüentar a vida urbana. Muito barulho e gente na rua.
Fugere urbem!
"A confusão do dia-a-dia
O sufoco de uma dúvida
A dor de qualquer coisa"
Balada do amor inabalável - Skank
_
Preguiça de agüentar a vida urbana. Muito barulho e gente na rua.
Fugere urbem!
"A confusão do dia-a-dia
O sufoco de uma dúvida
A dor de qualquer coisa"
Balada do amor inabalável - Skank
_
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
sábado, 2 de agosto de 2008
Trinta segundos.
Vontade de sair correndo daqui, te encontrar e me jogar em teus braços firmes e seguros. Estou angustiada. Não! Você não vai precisar dizer nada, apenas deverá acalmar meu coração e me proteger [nem que seja por trinta segundos] de todas as desventuras e tristezas desta vida. Eu chorarei lágrimas puras e densas. Elas cairão sobre teu peito e você sentirá o peso salgado delas. Sua boca encontrará meus cabelos, no topo da minha cabeça. Você a beijará com delicadeza e cordialidade. Eu sentirei sua respiração cada vez mais ofegante e seu coração batendo rápido e forte. Nenhum de nós dois saberá por que você estará assim. Só sentiremos essas emoções em silêncio. Num silêncio que será o mais oportuno de nossas vidas. Ele nos provará que nem sempre são necessárias palavras para expressarmos o que sentimos.
Músicas...Poesias
"Well, I wish we could be more than friends."
Corinne Baile Rae - Breathless

"Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
Agora vai ter de pagar
Com o coração."
Maria Rita - Cara Valente
"Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber."
Lulu Santos - Apenas mais uma de Amor

"Não vasculhe suas coisas em busca de segredos que ela guarda do mundo."
"Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração"
Djavan - Se
Medo de amar
Vinicius de Moraes
Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz
Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor
Corinne Baile Rae - Breathless

"Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
Agora vai ter de pagar
Com o coração."
Maria Rita - Cara Valente
"Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber."
Lulu Santos - Apenas mais uma de Amor

"Não vasculhe suas coisas em busca de segredos que ela guarda do mundo."
"Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração"
Djavan - Se
Medo de amar
Vinicius de Moraes
Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz
Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor
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