sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Comprei um livro

Aliás, minha mãe comprou pra mim.

Título: "Teatro - Atuando, dirigindo, ensinando". Fico feliz de ter apoio da minha família nessa empreitada. Como estou com preguiça de dissertar sobre a minha revolta quanto à essa sociedade podre, de mil e um crimes de pedofilia, por exemplo, vou copiar do meu novo livro as belas frases...

Como diria minha amiga (que não sei se ainda vem ler meu blog: "Só no Ctrl+C Ctrl+V né?!"
Pois é...hahaha

"Acho que nem o ator nem o diretor podem se tornar mais importantes do que a própria obra."
Zé Adão Barbosa

"Precisamos de um diretor que seja um psicólogo e um artista. Para transmitir seus conhecimentos aos outros, um diretor deve conhecer bem todos os aspectos relativos à sua atividade, no sentido de que até certo ponto ele também precisa ser um ator."
Constantin Stanislavski

"Sua conduta deve ser norteada pelo seguinte princípio: Ame a arte em você e não você na arte.
Constantin Stanislavski

Precisamos de liberdade para criar. O ator tem que estar limpo de convenções, preconceitos, medos e outro "vírus" que normalmente tomam contar dos seres menos criativos, aqueles que seguem sempre as regras prestabelecidas, os códigos sociais e os modismos do momento, quando o artista se percebe livre, a criação passa a ser um momento de êxtase.
A criatividade é voraz, precisa de muito "alimento". Há que criar uma espécie de "baú do tesouro". Neste baú vamos depositando todas as nossas vivências: amores, dores, prazeres, material de pesquisa para um futuro personagem. Logicamente, quanto mais rico for este baú, maior o potencial criativo e expressivo desse ator, isso quer dizer que nada nos deve passar despercebido, cada pequeno acontecimento testemunhado por nós passa a ter grande importância para análise e estudo. O ator alimenta-se da vida para mais tarde recontá-la através de seus personagens.
(A MELHOR PARTE):
Alguns jovens atores, deslumbrados com a possibilidade da fama, dedicam um bom tempo para melhorar o corpo, a pele, os cabelos e esquecem que o corpo do ator é um instrumento afinadíssimo, sempre à disposição do próximo personagem que pode ser gordo, feio, careca, míope e sem o menor "glamour". Alguns jovens atores odeiam ter que aprecer feios, preferem sempre os personagens mais "limpinhos".
Este tipo de ator, por supervalorizar o lado físico, não se preocupa com seu "baú do tesouro", a vida passa em branco, as pequenas comédias e tragédias cotidianas passam-lhe despercebidas, será um ator sem conteúdo, sem memória, sem senso crítico e, principalmente, com uma experiência RASA que vai tornar RASAS TODAS AS SUAS ATUAÇÕES.
Zé Adão Barbosa


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