sábado, 19 de julho de 2008

Dá pra parar o tempo, por favor?

Me vem agora uma nostalgia dolorida e angustiante. Eu me pergunto:
- Que que eu tô fazendo nesse mundo?
Parece que a vida definitivamente não tem sentido. Posso parecer desanimada, pessimista, o que for...Mas isso realmente não vem ao caso.
Quem nunca se perguntou de sua utilidade aqui no mundo que atire a primeira pedra, se pronuncie! Cansei da falta de liberdade pra sentir essa miserabilidade inata nos seres humanos!

Mas voltando à nostalgia...
Eu definiria essa palavra num dos sentimentos mais profundos e temerosos...Sei lá...Uma espécie de saudade triste, (se é que podemos adjetivar um sentimento). Parece que dela (nostalgia) vem o começo da solidão. Eu pelo menos não gosto da solidão. Curto ficar sozinha, é diferente. E também não sozinha o tempo todo. Mas é nessas ocasiões que páro pra refletir, me vêm textos na cabeça, imagens de cenas teatrais (que nem existem, que eu dirijo no meu pensamento)...enfim. Viajo. E nessas viagens comumente me deparo com a nossa querida Nostalgia: da infância, da pré-adolescência, dos amigos, das amigas, de tudo! Do ex-namorado bobão que nem isso merece...
É fato: por mais que não fosse tão boa aquela época de colégio, com os meninos pentelhos e as gurias patis, dá vontade de viver de novo tudo aquilo e parar o relógio naquele instante. Não só naquele, como em muitos outros.

Venho aprendendo que nem só do passado a gente vive, mas é dele que muitas vezes tiramos força e experiência pra tudo que passamos nesse presente. E iremos passar no futuro.

Dedicado à Marina, minha companheira de nostalgia. E de "viagens cerebrais"!

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