sexta-feira, 5 de setembro de 2008

CLARICE LISPECTOR

Ela é apaixonante! Fantástica! Adorável! A cada dia que passa me deparo com autores maravilhosos, sobre os quais estudarei muito ano que vem, se Deus quiser! (Fazendo curso de Letras, estuda-se muito de Literatura, claro).

Não querendo me comparar a ela, de maneira alguma, mas sinto que a escrita dela saiu de mim. Explico: muito do que ela colocou no papel é o que se passa nos meus pensamentos. E o interessante é que estudiosos dizem ser ela uma das poucas escritoras (e escritores) que conseguiram ir tão a fundo na alma, na consciência humana. A nossa tal miserabilidade...

Considero o que sei sobre ela, ainda, muito pouco. Mas ela me chama a atenção, deveras. Mais do que merece um post no blog. Eu escolho a dedo o que escrever aqui...

"Epifania"
"Poemas em prosa"



FRASES:

"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."


"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

"Olho o ovo com um só olhar. Imediatamente percebo que não se pode estar vendo um ovo. Ver um ovo nunca se mantém no presente: mal vejo um ovo e já se torna ter visto um ovo há três milênios. - No próprio instante de se ver o ovo ele é a lembrança de um ovo."
Contos: Felicidade Clandestina - O ovo e a galinha

"Estou cansada da rotina de me ser..."
A Hora da Estrela


Às vezes sentava-me à rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais a menina com um livro, era uma mulher com o seu amante.
Contos: Felicidade Clandestina - Felicidade Clandestina

Um vídeo que vale a pena esperar carregar. A tristeza dela...ah...
http://www.youtube.com/watch?v=9ad7b6kqyok

Um comentário:

Dama de Negro disse...

Adorei o blog...eu venho conhecendo aos poucos clarice lispector e venho gostado cada vez mais.