sábado, 11 de outubro de 2008

O assunto de sempre!

Da arte do ator sabe-se muito e pouco. Muito, na medida em que, por motivos de ordem psicológica e sociológica que fogem ao alcance deste estudo, o ator foi durante muito tempo objeto de fascinação e até mesmo de idolatria social. O ator parece pertencer a um universo mágico. O seu lugar é o "outro lado do espelho". No sonho coletivo, o monstro sagrado, a diva e depois a dtar vieram naturalmente substituir os deuses e as feitceiras, as figuras e os mitos que não poderiam se adaptar aos tempos moderno. Falou-se muito, escreveu-se muito sobre os atores, mas raramente sobre a sua arte propriamente dita.

O que se sabe a respeito é, portanto, pouca coisa, considerando o caráter quase sempre anedótico ou hagiográfico da literatura que se ocupa do ator. Pouca coisa também porque, até recentemente, pelo menos, ele pouco escreveu sobre si mesmo. Falta de interesse ou de aptidão? Inibição? Afinal de contas, há pouco mais de trinta anos JOuvet externava o mais negro pessismo:

"O que ele (ator) diz então sobre sua profissão, sobre os autores que ele interpreta, sobre os seus papéis, sobre ele mesmo, é marcado por uma espantosa estupidez, por uma espécie de baixeza ou de vulgaridade, ou pelo menos de ignorância. O que ele pode é contar a sua própria vida. É sórdido."
(Témoignages sur le théatrê, p.13)

As coisas mudaram sensivelmente desde o fim do século passado. O diretor é muias vezes um ator (a às vezes, que ator!). Ocupa, pois, um posto de obervação privilegiado. Ao mesmo tempo teórico e prático. Daí o interesse dos seus escritos, sejam eles de polêmica ou de reflexão: definem a grandeza e os limites de uma arte, denunciam suas complacências e sua trucagens, traçam um ideal que as gerações seguintes se esforçarão por realizar.

E, assim mesmo, sabe-se pouco sobre o ator. Pois, comparado aos outros artistas, ele sofre de uma desvantagem insuperável: a sua obra é efêmera. Posso ler, hoje, a Fedra que Racine escreveu em 1677, mas nunca poderei ver Rachel ou Sarah Bernhardt no papel-título. Um estudo da arte do ator é necessariamente de segunda mão. (...) Poderei contemplar suas fotos amareladas...Eis tudo! Mais tarde um pouco, disporei de documentos em discos ou filmes. Mas sabemos quão imperfeitamente eles nos dão conta da realidade do teatro.

(...)

Estamos evidentemente mais bem aparelhados para o estudo do teatro recente, graças à multiplicação dos depoimentos de toda ordem e à crescente qualidade de tais documentos: de modo geral, a partir de 1880, aproximadamente, quando a problemática da direção começa a ser globalmente considerada, multiplicam-se reflexões teóricas, tratados relativos à técnica do ator e, um pouco mais tarde, teses acadêmicas que fundam um estudo diacrônico da prática do teatro...

(...)

É próprio do ator ser ao mesmo tempo um e múltiplo. Ele dá a cada um dos seus papéis a sua própria "griffe", ao mesmo tempo, se metamorfoseia de acordo com o que cada um desses papéis exige. Ele também é um e múltiplo por seus instrumentos de expressão: ele pode utilizar, simultâneamente ou um após o outro, os recursos da sua voz, do seu rosto, do seu gesto...E no entanto a sua interpretação é (em princípio) coerente, unificada. O ator é como uma orquestra de que ele seria ao mesmo tempo maestro! Torna-se pois um tanto arbitrário evocar sucessivamente os diversos "utensílios" do ator. Mas a preocupação com a clareza discursiva tornou esse arbítrio mais ou menos inevitável.
Dito isso, nos restaria repensar e, se possível, desmentir o ceticismo de um ilustre profissional acerca de um empreendimento como este:

"A literatura sobre o ator, proclamava Jouvet, é tanto mais estéril quanto se propões a fixar o que não tem nem fundamento nem verdade, o fundo do seu estudo sendo o ilusório ou a ilusão."

Jean-Jacques Roubine - A arte do ator

Faculdade de Artes do Paraná
Processo Seletivo Vocacional 2009
CódCurso_______________Turno__Vagas__Inscritos__Cand/vaga
(20)Musicoterapia_______Manhã-30_______40_______1.3
(60)Licenciatura em Música____Tarde-30_______109_______3.6
(70)Licenciatura em Artes Visuais___Manhã-20_______120______6.0
(80)Licenciatura em Artes Visuais_____Noite-20__152___7.6
(41)Bacharelado em Direção___Noite-10____29______2.9
(42)Bacharelado em Interpretação______Noite-30_______158______5.3
(90)Licenciatura em Teatro_____Tarde-40________63_________1.5
(30)Bacharelado/Licenciatura – Dança___Integra-l30_____108_______3.6
(10)Ba. em Cinema e Vídeo (1º/2º Sem. 2009)Tarde-60_____387_____6.4

Nossa...nem sabia que tinha isso no Youtube!
http://www.youtube.com/watch?v=9tKniPlNttk

Não tem a magia do "ao vivo"...mas...
http://www.youtube.com/watch?v=hcU-zGyHoFk&feature=related

Como é bom pagar mico com a Mel!
http://www.youtube.com/watch?v=eMO4ZeLYICM


BOA SORTE PRA MIM!
Mais uma diretora no meio de tantos outros?
Eu quero! :D

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